Da infância

De boca de mãe sai cada coisa engraçada! Na sabedoria dos meus 8 anos, com pose de Casimiro de Abreu, eu filosofava debaixo dos laranjais as palavras da minha mãe…

“Nunca fale com estranhos”! Eu jamais falei com aquele cara de vespa da padaria, cara esquisito mesmo, mas sempre vinha a bronca quando eu sorria para uma moça na rua. Para mim, as moças eram até bem simpáticas, mas mamãe as devia achar pouco formosas. Um padeiro com cara de vespa…aquilo sim era muito estranho!

Da boca da minha mãe saía mesmo coisa engraçada. Quando eu tinha soluço ela lá de dentro gritava pra alguém me dar um susto…De tanto susto que eu levava, eu soluçava de chorar. E quando ela me disse que meninos não choram, eu concluí muito rapidamente que as hienas, que só riam, eram meninos obedientes.

De boca de mãe…quanta coisa engraçada! Plantei feijão achando que ia nascer bebê da sementinha, achei que todos os vesgos eram assim por causa do vento, não fiquei até tarde na rua achando que o homem do saco ia me pegar, que saco!

Da boca da minha mãe, que engraçado, as mais certas previsões! “Anda descalço que o resfriado vai te pegar”! E eu corria e corria dele, mas ele sempre me pegava quando eu não estava olhando.

Da boca…bem, você sabe como é engraçado. Minha mãe que dizia: “Que mania de achar engraçado”!

Deve ser doença crônica!

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