Estréias, que pena, são únicas.
Como o primeiro choro.
O primeiro passo.
O primeiro beijo.
A primeira dança.
O primeiro amor.
O primeiro filho.
Quem dera eu estreasse todos os dias.
Como se todos os nasceres do sol fossem os primeiros.
Como se todos os fins de tarde fossem únicos.
Como se a lua crescesse sempre nova, toda cheia e nunca minguasse.
Como se houvesse sempre a primeira estrela para o primeiro pedido.
Como se a música do seu “eu te amo” fosse sempre uma surpresa.
Como se andar fosse um exercício consciente.
Como se existisse sempre o primeiro gole mas nunca a gota d’água.
Como se toda onda tivesse um primeiro pulo.
Como se, eternamente, eu afundasse e emergisse nesse oceano que é a vida.
Relembrando o útero e a minha primeira estréia.
A vida nos dá muitas estréias, querida, mas nenhum ensaio. Você tem estreado lindamente na vida. Em todos os aspectos. Será que haveria graça no ensaio? Talvez só mesmo a estréia direta, a seco, traz uma emoção indescrtível, uma ousadia e audácia de quem ama viver.
Apenas..maravilhoso.
Lorena
Você se sente tal e qual a Deus quando estreiou o mundo.Os espantos que surgiram da Sua inspiração, também são os mesmos espantos que
você inaugura,buscando romper a rotina.
Não deixe de estrear a cada dia que nasce,mas constrindo em vez de destruir,como fazem os senhores sem adoração.