Quando te li, te amei. Instantaneamente. Tuas letras passaram a ser a melhor das minhas hipóteses. Teus argumentos, a ênfase dos meus diálogos. Tuas reticências me deram ares de pensar infinito. As interrogações inquietaram as dúvidas adormecidas. As exclamações elevaram a alma achatada pelo peso da existência.
Ah, inspiração que não se cansa! Que passeia por tuas linhas e entrelinhas, tal qual pássaro que se esconde entre as árvores do bosque sombrio. Tu não sabes o que fizeste, certamente. Uma parada nas vírgulas e o retorno é inevitável. A hora, inadiável. O alimento que é a tua palavra tornou-se essencial.
Sentenças de morte. Orações subordinadas dos céus. Eu nasci para outra vida. Dois pontos, atenção. Meu verbo é ler.
Lorena
Penso que,ao passares pelas ruas,encontrastes o escritor sem frases,perdido em suas elocubrações.
Tua sensibilidade percebeu o vazio perambulando entre as multidões.Teus sentimentos teceram imagens,que tão bem soubeste descrever na tua crônica .
Não te queria dizer,mas tenho medo que eme vislumbres na folha morta que despencou de qualquer árvore, e que a brisa fez que caminhasse na tua direção.
Não quero estar perdido,com os bolsos rasgados, na riqueza da tua inspiração.
Luiz Carlos