Metalinguagem

Quando te li, te amei. Instantaneamente. Tuas letras passaram a ser a melhor das minhas hipóteses. Teus argumentos, a ênfase dos meus diálogos. Tuas reticências me deram ares de pensar infinito. As interrogações inquietaram as dúvidas adormecidas. As exclamações elevaram a alma achatada pelo peso da existência.

Ah, inspiração que não se cansa! Que passeia por tuas linhas e entrelinhas, tal qual pássaro que se esconde entre as árvores do bosque sombrio. Tu não sabes o que fizeste, certamente. Uma parada nas vírgulas e o retorno é inevitável. A hora, inadiável. O alimento que é a tua palavra tornou-se essencial.

Sentenças de morte. Orações subordinadas dos céus. Eu nasci para outra vida. Dois pontos, atenção. Meu verbo é ler.

1 Comentário

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Uma resposta para Metalinguagem

  1. Luiz Carlos S.Pereira

    Lorena
    Penso que,ao passares pelas ruas,encontrastes o escritor sem frases,perdido em suas elocubrações.
    Tua sensibilidade percebeu o vazio perambulando entre as multidões.Teus sentimentos teceram imagens,que tão bem soubeste descrever na tua crônica .
    Não te queria dizer,mas tenho medo que eme vislumbres na folha morta que despencou de qualquer árvore, e que a brisa fez que caminhasse na tua direção.
    Não quero estar perdido,com os bolsos rasgados, na riqueza da tua inspiração.
    Luiz Carlos

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